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Já se passaram quase 20 anos desde o primeiro filme dos X-Men. Uma saga que conquistou o mais fanático dos quadrinhos, mas que ainda é espancada pelos críticos a cada nova entrega. Bryan Singer ("Suspeitos usuais"), foi encarregado de iniciar esta aventura no ano 2000 e, agora, Simon Kinberg feche o círculo com "Dark Phoenix", um capítulo final cheio de ação, mas sem narrativa.

Durante uma missão de resgate no espaço, Jean Gray (Sophie Turner), é atingido por uma força cósmica que o transforma em um dos mais poderosos mutantes. Lutando com esse poder cada vez mais instável, bem como com seus próprios demônios pessoais, Jean ameaça destruir o próprio tecido do nosso planeta e separar os X-Men.

Com "A decisão final" Nós pudemos ver, pela primeira vez, como o poder de Jean Grey se desencadeou diante de seus companheiros mutantes. Em 2006, o filme Brett Ratner foi duramente criticado por destruir o estilo já marcado pelas duas entregas anteriores e por não saber lidar com tantos personagens no palco. Kinberg coloca em Dark Phoenix uma encenação correta onde a interação dos personagens não parece tão abrupta como naquele filme, mas onde os problemas de script iniciam todos os vestígios de naturalidade na cena e onde a história deixa de ter a importância que merece.

O momento em que o protagonista se torna um ser tão incontrolável é tão rápido que não dá ao espectador tempo para sentir a empatia necessária para ficar excitado com o personagem. O talento de Turner não é cumprido em todos os momentos, não por causa do desafio de interpretar um personagem tão icônico, mas por causa de algumas linhas de diálogo que fazem fronteira com o anódino ou o absurdo. O talento de Jessica Chastain ("Jogo de Molly"), também é desperdiçado, uma oportunidade perdida de ter um vilão poderoso que pode tornar as coisas difíceis, mas que permanece em um personagem pesado, sem sentido e que é uma das piores performances de toda a carreira da atriz.

O filme melhora nas cenas de ação, mas além de dar um bom espetáculo visual é ainda mais produto comercial que prefere gerar dinheiro para criar uma história minimamente coerente. Um filme sem personalidade que não representa nada de novo para a saga e que é um final decepcionante para esses amados personagens.

Sinta o poder nesta sexta-feira 7 nos cinemas.

"X-Men: Dark Phoenix": o fim da era mutante

5 (100%) 1 votação[s]


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