Conheça os principais pontos da teoria do apego de acordo com John Bowlby

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Em geral, graças aos estudos psiquiátricos realizados pelo psiquiatra e psicanalista John Bowlby, acredita-se que todas as crianças nascem biologicamente pré-programadas com a capacidade de construir vínculos com outros seres humanos, especialmente a mãe, e que isso os ajuda a sobreviver.

teoria do apego

A teoria do apego desenvolvida por John Bowlby nasceu devido ao pedido da Organização das Nações Unidas (ONU) ao médico, para desenvolver uma brochura que permitisse Conhecer as dificuldades que crianças abandonadas, órfãs e sem lar podem sofrer depois da Segunda Guerra Mundial.

Devido à clareza da teoria, mesmo em nossos dias ainda é válida, e hoje vamos explicar seus princípios básicos para que você possa entender um pouco melhor o comportamento da criança.

O primeiro ponto desta teoria, indica que, desde o nascimento, a criança terá uma necessidade inata de manter uma relação de apego, conhecida como monotropia, com uma figura principal, que é representada, na maioria dos casos, pela mãe da criança.. No entanto, Bowlby não descartou que esse apego pudesse ocorrer com uma figura diferente do perfil materno.

Por outro lado, a teoria sustenta que, se esse processo de apego principal não começar ou se ele romper em algum ponto permanentemente, ele poderá produzir sérias consequências negativas em termos do desenvolvimento emocional da criança.. Tal é o risco, que existe a possibilidade de que esse tipo de incidente possa desencadear manifestações de psicopatia sem afeto.

Este princípio fomentou a criação de uma hipótese que indica que as crianças se comportam de maneira especial para causar contato direto ou indireto com o cuidador ou figura de apego. Isso é observado em comportamentos como choro, sorriso e locomoção, que indicam o desejo da criança de permanecer em constante interação com o seu cuidador.

Duração da interação e resultados obtidos

O segundo princípio indica que a criança deve permanecer sob os cuidados da figura principal de apego pelo menos nos primeiros anos de vida.. Desta forma, o psiquiatra indica que o atraso da maternidade pode criar sérias conseqüências para as crianças, bem como as contínuas interrupções do vínculo primário.

Isto tem grandes implicações, por isso argumenta-se que A melhor maneira de ter filhos com saúde emocional e afetiva de qualidade, é ser cuidada principalmente pela mãe durante os primeiros 3 anos de vida., tentando evitar períodos permanentes de quebra de interação.

Nesse sentido, temos que o terceiro ponto principal da teoria é que ela indica que a separação de curto prazo pode produzir padrões de angústia, que podem ter muitas consequências na vida adolescente e adulta da criança. Neste ponto, Bowlby, juntamente com Robertson, argumentou que a ansiedade passa por três etapas:

  • Protesto. Durante este período, a criança tende a chorar e gritar devido à falta da presença do anexo principal. A frustração pode até levá-los a chamar a atenção de outras maneiras, para produzir o reaparecimento da figura de apego, mais se perceberem um padrão nesse comportamento.
  • Desespero. Os protestos começam a se acalmar, embora a criança continue irritada e desinteressada pela interação com qualquer outra coisa.
  • Desapego. Com o passar do tempo, a criança irá interagir com os outros de uma maneira normal. Porém, Ao retornar do seu cuidador, você tenderá a mostrar raiva e rejeitá-lo.

Por outro lado, ao ter uma relação adequada com o cuidador, a criança pode desenvolver-se de forma adequada para se relacionar com o seu ambiente, sentindo-se parte do ambiente e desejando interagir com outros elementos, sem se sentir insegura.

Em conjunto, esta teoria indica que Os primeiros 3 anos de vida da criança são fundamentais para o seu desenvolvimento futuro, podendo contar com relacionamentos saudáveis ​​e contato social normal. Para saber mais sobre esse assunto, recomendamos alguns links com informações relevantes:

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